Como as cotas surgiram na educação brasileira?

Um dos assuntos mais discutidos quanto a educação brasileira é o sistema de cotas. Algumas pessoas apoiam a proposta, enquanto outras acreditam que é perpetuar um problema social.

Mas para compreender, de fato, a aplicação do sistema de cotas é preciso entender o que é esse recurso e como ele surgiu.

O que é o sistema de cotas?

Provavelmente, você já ouviu falar no sistema de cotas aplicado como proposta de melhoria para o ensino superior. E apesar desse recurso não ser nenhuma novidade, muitas pessoas ainda não compreendem o que é o sistema de cotas.

Bem, esse sistema garante que um percentual de vagas em universidades públicas e privadas seja destinado a um público alvo que sofreu algum tipo de injustiça histórica.

Esse ponto pode ser diferente em outros países, mas no Brasil, a injustiça histórica é uma realidade evidente para pretos, pardos e indígenas. 

Além desse público, é preciso considerar igualmente a população pobre que obteve acesso restrito a educação básica e por isso, também concorre no sistema de cotas.

A proposta não é facilitar em si o acesso ao nível superior, mas destinar oportunidades iguais para diferentes realidades, visando um resultado final a longo prazo.

Onde o sistema é aplicado?

Como mencionado, o sistema de cotas é aplicado no ensino superior, apesar de pode estar presente em outros setores. No caso da educação, as cotas ficam disponíveis após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio.

Logo após o resultado, os estudantes podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SISU), na condição de cotista. A opção é selecionada na própria página de inscrição, na qual o estudante visualiza também a pontuação média tanto para ampla concorrência quanto para cotas.

A outra opção é concorrer às vagas para o PROUNI 2020 , totalmente destinadas ao público alvo do sistema de cotas. Também é requisito ter concluído o ensino médio na rede pública ou na rede privada como bolsista.

Como surgiu?

O sistema de cotas surgiu, inicialmente, nos Estados Unidos e somente 40 anos depois começou a ser aplicado no Brasil. A proposta surgiu na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

As cotas permitiam que 50% das vagas disponíveis através do vestibular das universidades fossem destinadas aos alunos das escolas públicas cariocas.

Depois, foi a vez Universidade de Brasília (UnB), o que foi levando outras instituições a se interessarem pelo modelo até que ele se tornou uma lei para todo o Brasil.